segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
"Eu plantaria uma árvore"
Muito se fala hoje em dia em "chamado cristão", em "viver separa do mundo", em "contracultura gospel", e muitas outras denominações para um movimento cada vez mais comum: a separação do cristão do mundo em que vive.
Esta é uma herança trazida desde a era medieval e cultivada por muitos até o dia de hoje. Pode ser que não vejamos os cristãos, principalmente os de origem protestante enclausurados, distanciados da sociedade e tendo como regra o não-contato com a civilização. É isto está mais para os mosteiros e conventos. Só que outro tipo de isolamento se dá, à medida que muitos incutem na mente dos seus liderados uma ótica totalmente distorcida de mundo e de vivência.
A principal ideia distorcida é comumente baseada no trecho bíblico "o mundo jaz no maligno". Com base nisto, vários líderes ensinam aos seus liderados que o mudo em que vivemos é de Satanás e que devemos separar-nos do que acontece aqui. Pois tudo o que há é mal. Mas aí temos um contraponto, quando em várias outras passagens o mundo é colocado como propriedade de Deus e que "toda terra está cheia da sua glória". Como pode algo que está cheio da glória de Deus ser propriedade de Satanás?
Há sim, um comportamento incontestável da maioria dos homens (e dentre estes muitos "cristãos") que vivem como se Deus não existissem. Que colocam suas esperanças e sua fé em outras coisas e em outros nomes. Mas isso não entrega o governo do mundo a Satanás. Pode até entregar o coração dos homens, mas nada mais que isso.
E baseados nestas ideias, muitos vivem se isolando, criando verdadeiros "guetos" cristãos. Hoje em dia existe música cristã, literatura cristã, livrarias cristãs, festivais de músicas, danças e cinema cristãos, etc. Há uma verdadeira subcultura paralela, criada para "satisfazer" os anseios deste povo separado. E eles se fecham nesta bolha e condenam tudo que não é desta subcultura. Intitulam tudo de fora como secular e outros, ainda mais radicais, como "do mundo".
Certa vez, quando indagado sobre o que faria hoje se soubesse que Cristo voltaria amanhã, Martinho Lutero, o grande reformador da igreja, disse: "eu plantaria uma árvore". Ou seja, o que importa para Deus, não é se eu estou em posição "espiritual" ou se estou lutando contra tudo o que é "secular". Mas se eu estou fazendo algo comum e isto está demonstrando Cristo no meio das atividades normais do cotidiano. Outra história interessante é a de um sapateiro que perguntou a Lutero que faria de sua vida agora que tinha conhecido o evangelho. Lutero respondeu: faça calçados melhores e os venda por um preço justo.
Entendamos que o mundo não deixa de existir quando conhecemos a Cristo e nem nossas responsabilidades enquanto cidadãos desaparecem. Podemos não ser daqui, as estamos aqui e devemos fazer de tudo para tornar este mundo melhor. Não cedendo em nada nem entregando o que Deus criou nas mãos de Satanás. Mas sim tomando conta de toda a criação e fazendo da nossa vida cotidiana um eterno culto àquele que nos fez mordomos do mundo.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
A (moderna) Santa Inquisição
Primeiramente, vamos relembrar o que era e como atuava
a Santa Inquisição (texto: infoescola.com.br):
A Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica. Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.
A verdade é que embora o apogeu da Inquisição tenha se dado no século XVIII, as perseguições aos hereges pelos católicos, têm registros bem mais antigos. Em 1252, o Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, onde autoriza o uso da tortura como forma de conseguir a conversão. O documento é renovado pelos papas seguintes reforçando o poder da Igreja e a perseguição.
A Inquisição tomou tamanha força que mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Até porque, naquela época, o poder da Igreja estava intimamente ligado ao do estado.
Galileu Galilei foi um exemplo bastante famoso da insanidade cristã na Idade Média: ele foi perseguido por afirmar através de suas teorias que a terra girava em torno do sol e não o contrário. Mas, para ele o episódio não teve mais implicações. Já outros como Giordano Bruno, o pai da filosofia moderna, e Joana D’Arc, que afirmava ser uma enviada de Deus para libertar a França e utilizava roupas masculinas, foram mortos pelo Tribunal do Santo Ofício.
******************
Não preciso escrever muito para me fazer entender. Basta ressaltar que a perseguição hoje é moral e política. Que as armas são disfarçadas de "doutrinas de Deus" e que as fogueiras são psicológicas. Uma verdadeira "guerra santa" feita por quem se intitula "guardador da Palavra de Deus" está matando muitos atualmente. Mata sim, espiritualmente, um indivíduo que teria enormes chances de ter um relacionamento real com Deus. Este indivíduo, ao ver a intolerância, arrogância e prepotência que os "detentores da verdade" ostentam, se afasta, temendo os julgamentos e condenações que poderão vir por sobre ele, afinal, os tais julgam e condenam à torto e à direito, bastando não pertencer ao seu círculo de crenças/comportamentos.
Parece que há uma ideia de que, assim como na "idade das trevas" esses senhores possuem um aval divino para julgarem os seres humanos, sem levar em conta suas histórias, medos e receios. Lastreado apenas pelo que crê ser verdadeiro, o julgamento acontece, sem que o "juiz" abra nem sequer um pouco a sua mente para pensar se a sua convicção é realmente a de Deus.
Hoje em dia, a tortura é utilizada sim. Expressões do tipo "você não está fazendo a vontade de Deus" (leia-se "você não está fazendo a minha vontade") são utilizadas frequentemente, e os modernos fariseus se sentam no trono "alto e sublime" para julgar as nações.
E mais; assim como dantes, a cúpula farisaica quer estar intimamente ligada ao estado e tentam assim unir o que à duras penas conseguimos separar: igreja e estado. E se infiltram nesse meio, procurando cada vez cargos mais altos, buscando assim, o controle sobre tudo e sobre todos. Não é de hoje que vemos vários candidatos a cargos públicos ostentarem títulos religiosos (como se títulos fossem grandes chamarizes e armas de convencimento) para divulgação da sua imagem.
E até as "Joanas D'arcs" e "Joãos D'arcs" de hoje em dia, que tentam levar uma vida de relacionamento com Deus, mas que não se submetem a este julgo farisaico, são condenados, com sua sentença lida na praça pública dos meios de comunicação. São condenados à fogueiras psicológicas, exílios sociais e expurgados do reino dos céus por aqueles que se acham dignos de efetuar este julgamento.
Os que outrora foram perseguidos, hoje perseguem à ferro e fogo. Em nome de Deus.
A Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica. Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.
A verdade é que embora o apogeu da Inquisição tenha se dado no século XVIII, as perseguições aos hereges pelos católicos, têm registros bem mais antigos. Em 1252, o Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, onde autoriza o uso da tortura como forma de conseguir a conversão. O documento é renovado pelos papas seguintes reforçando o poder da Igreja e a perseguição.
A Inquisição tomou tamanha força que mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Até porque, naquela época, o poder da Igreja estava intimamente ligado ao do estado.
Galileu Galilei foi um exemplo bastante famoso da insanidade cristã na Idade Média: ele foi perseguido por afirmar através de suas teorias que a terra girava em torno do sol e não o contrário. Mas, para ele o episódio não teve mais implicações. Já outros como Giordano Bruno, o pai da filosofia moderna, e Joana D’Arc, que afirmava ser uma enviada de Deus para libertar a França e utilizava roupas masculinas, foram mortos pelo Tribunal do Santo Ofício.
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Não preciso escrever muito para me fazer entender. Basta ressaltar que a perseguição hoje é moral e política. Que as armas são disfarçadas de "doutrinas de Deus" e que as fogueiras são psicológicas. Uma verdadeira "guerra santa" feita por quem se intitula "guardador da Palavra de Deus" está matando muitos atualmente. Mata sim, espiritualmente, um indivíduo que teria enormes chances de ter um relacionamento real com Deus. Este indivíduo, ao ver a intolerância, arrogância e prepotência que os "detentores da verdade" ostentam, se afasta, temendo os julgamentos e condenações que poderão vir por sobre ele, afinal, os tais julgam e condenam à torto e à direito, bastando não pertencer ao seu círculo de crenças/comportamentos.
Parece que há uma ideia de que, assim como na "idade das trevas" esses senhores possuem um aval divino para julgarem os seres humanos, sem levar em conta suas histórias, medos e receios. Lastreado apenas pelo que crê ser verdadeiro, o julgamento acontece, sem que o "juiz" abra nem sequer um pouco a sua mente para pensar se a sua convicção é realmente a de Deus.
Hoje em dia, a tortura é utilizada sim. Expressões do tipo "você não está fazendo a vontade de Deus" (leia-se "você não está fazendo a minha vontade") são utilizadas frequentemente, e os modernos fariseus se sentam no trono "alto e sublime" para julgar as nações.
E mais; assim como dantes, a cúpula farisaica quer estar intimamente ligada ao estado e tentam assim unir o que à duras penas conseguimos separar: igreja e estado. E se infiltram nesse meio, procurando cada vez cargos mais altos, buscando assim, o controle sobre tudo e sobre todos. Não é de hoje que vemos vários candidatos a cargos públicos ostentarem títulos religiosos (como se títulos fossem grandes chamarizes e armas de convencimento) para divulgação da sua imagem.
E até as "Joanas D'arcs" e "Joãos D'arcs" de hoje em dia, que tentam levar uma vida de relacionamento com Deus, mas que não se submetem a este julgo farisaico, são condenados, com sua sentença lida na praça pública dos meios de comunicação. São condenados à fogueiras psicológicas, exílios sociais e expurgados do reino dos céus por aqueles que se acham dignos de efetuar este julgamento.
Os que outrora foram perseguidos, hoje perseguem à ferro e fogo. Em nome de Deus.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Porque não vou mais à igreja?
Acho que você já deve ter visto algum título parecido
em textos ou até em um livro "Por que você não quer mais ir à igreja"
de Wayne Jacobson e Dave Coleman. Mas creio que este texto tem um intuito um
pouco diferente: relatar minha experiência dentro do sistema e minhas
impressões. Mas como todo começo deve ter um ponto de partida, vamos ao
primeiro ponto.
Qual o modelo de igreja que Deus deixou?
A divisão e a confusão que existem no mundo religioso em nossos dias são contrárias à oração de Jesus na noite anterior à sua morte (João 17:20- 21). Muitos estão ensinando e praticando coisas diferentes. Sabemos que Deus não criou essa confusão. O modelo que ele dá na Bíblia não é difícil de entender, nem impossível de praticar. O problema é que séculos de "modificações", "tradições" e "melhoramentos" humanos anuviaram nossa visão da simplicidade do plano original revelado pelo Espírito Santo no Novo Testamento. Numa era quando muitas igrejas se assemelham a corporações multinacionais, o plano simples de Deus de organização de igreja parece muito simples. Tão simples que esses líderes de hoje o rejeitam. Seguindo este plano, qualquer grupo de crentes biblicamente batizados pode começar a adorar a Deus e a trabalhar unido como uma igreja local. Não precisam de treinamento em algum seminário. Não precisam de permissão de nenhuma diocese ou convenção. Não precisam filiar-se a nenhuma denominação ou liga de igrejas. Não precisam esperar que algum corpo eclesiástico lhes envie um padre ou pastor. Eles precisam é de um inabalável respeito à Palavra de Deus e de um enorme senso de comunidade.
E o que vemos hoje?
Imagine um senhor que tem uma cozinha de comida italiana há mais de 20 anos. Ele mesmo vai à feira, compra os produtos, prepara os pratos e passa pelas mesas para saber se os clientes estão satisfeitos. Quem vai lá conhece ele, e sabe que a mão que prepara a comida é a dele. Agora imagine que este mesmo senhor resolve expandir sua empresa na forma de franquias. Várias pessoas começam à meter a mão na sua receita, atendem os clientes da forma como eles mesmos acham melhor e levam a essência da cozinha para outros rumos, bem diferente do início. Podemos dizer que o senhor criador da cozinha, ao ver a "milésima" franquia aberta irá dizer: "Este não é o meu negócio! Não é assim que trato minha comida e nem meus clientes! Vocês se distanciaram da essência do que faço!".
Vejo o sistema religioso atual bem assim. Estruturas que cresceram (não que o crescimento seja ruim, ao contrário, sou muito a favor da expansão da Palavra de Deus!), se burocratizaram, se sistematizaram e se profissionalizaram. O que há tempos atrás foi erguido para ser um modo de vida e de convivência na sociedade acabou se tornando em verdadeiras "franquias" que engessam, tolhem e anulam o ser humano. No lugar de acolher, seus grupinhos rejeitam. No lugar de dar oportunidades aos que não tem, só destacam aqueles que já são destacados (seja financeiramente, ou por títulos, etc). Não quero ser generalista! Existem pessoas que buscam uma forma de vida do evangelho simples. Mas esses são criticados e expurgados pelo sistema. Rotulados de hereges, apóstatas e rebeldes, ficam à margem, parecendo a resistência de uma guerra.
Agora, um pouco sobre mim
Participei do sistema durante intermináveis 16 anos. Em todo este tempo passei por algumas denominações mais rígidas em termos de usos e costumes e outras mais "liberais" neste sentido. Só que quem dá com uma mão, toma com a outra. As mais liberais, escravizavam seus fieis através de doutrinas e conceitos puramente humanos, forçando-os a viver com uma visão fechada, tal qual um animal de carga possui que aqueles aparatos de couro (não lembro o nome) para impedir sua visão periférica. Tudo isto, forjado para impedi-lo de ver a imensidão de possibilidades e caminhos existentes.
E o mais interessante é que você sente que não há nada mais que aquilo. Que não há vida fora deste aquário e que quem sai dele morre. Pensei isso por muitos anos e criticava veementemente quem estava de fora. Não imaginava eu, que o próprio Cristo saiu da sua glória para conhecer a imensidão de sentimentos e caminhos que permeiam o ser humano. Não imaginava eu, que não podemos dizer que o meu conceito é o certo se só conheço a ele mesmo e fecho minha visão para quaisquer outros.
Um hospital... em parte!
Dizem que a igreja (sistema) assemelha-se a um hospital, onde os feridos pelo mundo vão em busca de recuperação. Certo, até aí tudo bem. Creio que existem feridas abertas nos corações que podem ser curadas mais rapidamente e menos dolorosamente com acompanhamentos específicos. Só que veja: quem cura, também fere! Ele (o sistema) cura enquanto você está fazendo o que ele diz que é certo, enquanto você segue a cartilha de comportamentos, usos e costumes adorados e venerados mais até que o próprio Deus! E se você desrespeita o "deus lei", você então é ferido. É visto com um pecador, como alguém que só é digno de pena, pois não pensa mais como sistema nem se submete aos seus devaneios. E então, a via crucis é mais ou menos esta: você entra ferido e recebe atenção (atenção interesseira, para que você compre a ideia deles), depois acha que é um paraíso e fica por lá, mas ao pensar que em uma cidade existe mais do que um hospital, você é ferido de novo. E desta vez é sem dó, sem remorso nem questionamento. Muito menos direito de defesa! O sistema é cruel!
Uma cidade de cegos
O que mais me revolta e me entristece, é como os habitantes da cidade-sistema são cegos para o que está em sua volta. Como diz, uma música de um grupo que gosto bastante: "A cidade está cheia de tinta / Na cidade dos homens tem gente que consegue ver, / Mas os outros estão cegos pra Ti". E, trazendo para a realidade, os cegos do sistema são os piores, pois são aqueles que não querem ver! Defendem seus líderes-ídolos (alguns quase deuses) de forma cega, não importando as atitudes esdrúxulas que eles tomem. Alguns querem novamente junta o estado da religião, algo que lutamos para separar. Querem impor a sua vontade aos outros e fazê-los marionetes de leis e doutrinas que não passam de construções humanas. Mas como são "voz de Deus", e "homens ungidos", devem ser seguidos cegamente!
O remanescente
Julgamentos não ficaram para mim. Nem para vocês, nem para qualquer outro ser humano! Mas constatações baseadas em experiências e fatos são bem-vindas. Com todas estas constatações que fiz juntando meus 16 anos de sistema, posso dizer que a maioria segue todo este modelo citado, mas existe sim, um remanescente! Existem aqueles que não se encaixam no sistema e tentam criar alternativas que englobem a convivência interpessoal e a prática dos princípios genuinamente cristãos no seu dia-a-dia. É por isso que ainda tenho esperança de haver pontos de luz em meio a essa moderna "idade das trevas".
É por isso que minha fé em Deus nunca foi abalada. Repito: em Deus, pois fé na instituição... não há mais. Nenhuma. Sei que existem aqueles que irão concordar, aqueles que irão discordar... existem os "cegos do sistema" que irão me acusar de herege, de desviado. Para esses deixo a minha pena por sua cegueira, pois a minha verdadeira aprovação deve vir daquele que me criou. Deve vir daquele que se relaciona comigo sem necessidade de protocolos, sistemas e costumes a serem seguidos. É nele que eu espero... é nele que eu me movo... é nele que eu vivo.
Qual o modelo de igreja que Deus deixou?
A divisão e a confusão que existem no mundo religioso em nossos dias são contrárias à oração de Jesus na noite anterior à sua morte (João 17:20- 21). Muitos estão ensinando e praticando coisas diferentes. Sabemos que Deus não criou essa confusão. O modelo que ele dá na Bíblia não é difícil de entender, nem impossível de praticar. O problema é que séculos de "modificações", "tradições" e "melhoramentos" humanos anuviaram nossa visão da simplicidade do plano original revelado pelo Espírito Santo no Novo Testamento. Numa era quando muitas igrejas se assemelham a corporações multinacionais, o plano simples de Deus de organização de igreja parece muito simples. Tão simples que esses líderes de hoje o rejeitam. Seguindo este plano, qualquer grupo de crentes biblicamente batizados pode começar a adorar a Deus e a trabalhar unido como uma igreja local. Não precisam de treinamento em algum seminário. Não precisam de permissão de nenhuma diocese ou convenção. Não precisam filiar-se a nenhuma denominação ou liga de igrejas. Não precisam esperar que algum corpo eclesiástico lhes envie um padre ou pastor. Eles precisam é de um inabalável respeito à Palavra de Deus e de um enorme senso de comunidade.
E o que vemos hoje?
Imagine um senhor que tem uma cozinha de comida italiana há mais de 20 anos. Ele mesmo vai à feira, compra os produtos, prepara os pratos e passa pelas mesas para saber se os clientes estão satisfeitos. Quem vai lá conhece ele, e sabe que a mão que prepara a comida é a dele. Agora imagine que este mesmo senhor resolve expandir sua empresa na forma de franquias. Várias pessoas começam à meter a mão na sua receita, atendem os clientes da forma como eles mesmos acham melhor e levam a essência da cozinha para outros rumos, bem diferente do início. Podemos dizer que o senhor criador da cozinha, ao ver a "milésima" franquia aberta irá dizer: "Este não é o meu negócio! Não é assim que trato minha comida e nem meus clientes! Vocês se distanciaram da essência do que faço!".
Vejo o sistema religioso atual bem assim. Estruturas que cresceram (não que o crescimento seja ruim, ao contrário, sou muito a favor da expansão da Palavra de Deus!), se burocratizaram, se sistematizaram e se profissionalizaram. O que há tempos atrás foi erguido para ser um modo de vida e de convivência na sociedade acabou se tornando em verdadeiras "franquias" que engessam, tolhem e anulam o ser humano. No lugar de acolher, seus grupinhos rejeitam. No lugar de dar oportunidades aos que não tem, só destacam aqueles que já são destacados (seja financeiramente, ou por títulos, etc). Não quero ser generalista! Existem pessoas que buscam uma forma de vida do evangelho simples. Mas esses são criticados e expurgados pelo sistema. Rotulados de hereges, apóstatas e rebeldes, ficam à margem, parecendo a resistência de uma guerra.
Agora, um pouco sobre mim
Participei do sistema durante intermináveis 16 anos. Em todo este tempo passei por algumas denominações mais rígidas em termos de usos e costumes e outras mais "liberais" neste sentido. Só que quem dá com uma mão, toma com a outra. As mais liberais, escravizavam seus fieis através de doutrinas e conceitos puramente humanos, forçando-os a viver com uma visão fechada, tal qual um animal de carga possui que aqueles aparatos de couro (não lembro o nome) para impedir sua visão periférica. Tudo isto, forjado para impedi-lo de ver a imensidão de possibilidades e caminhos existentes.
E o mais interessante é que você sente que não há nada mais que aquilo. Que não há vida fora deste aquário e que quem sai dele morre. Pensei isso por muitos anos e criticava veementemente quem estava de fora. Não imaginava eu, que o próprio Cristo saiu da sua glória para conhecer a imensidão de sentimentos e caminhos que permeiam o ser humano. Não imaginava eu, que não podemos dizer que o meu conceito é o certo se só conheço a ele mesmo e fecho minha visão para quaisquer outros.
Um hospital... em parte!
Dizem que a igreja (sistema) assemelha-se a um hospital, onde os feridos pelo mundo vão em busca de recuperação. Certo, até aí tudo bem. Creio que existem feridas abertas nos corações que podem ser curadas mais rapidamente e menos dolorosamente com acompanhamentos específicos. Só que veja: quem cura, também fere! Ele (o sistema) cura enquanto você está fazendo o que ele diz que é certo, enquanto você segue a cartilha de comportamentos, usos e costumes adorados e venerados mais até que o próprio Deus! E se você desrespeita o "deus lei", você então é ferido. É visto com um pecador, como alguém que só é digno de pena, pois não pensa mais como sistema nem se submete aos seus devaneios. E então, a via crucis é mais ou menos esta: você entra ferido e recebe atenção (atenção interesseira, para que você compre a ideia deles), depois acha que é um paraíso e fica por lá, mas ao pensar que em uma cidade existe mais do que um hospital, você é ferido de novo. E desta vez é sem dó, sem remorso nem questionamento. Muito menos direito de defesa! O sistema é cruel!
Uma cidade de cegos
O que mais me revolta e me entristece, é como os habitantes da cidade-sistema são cegos para o que está em sua volta. Como diz, uma música de um grupo que gosto bastante: "A cidade está cheia de tinta / Na cidade dos homens tem gente que consegue ver, / Mas os outros estão cegos pra Ti". E, trazendo para a realidade, os cegos do sistema são os piores, pois são aqueles que não querem ver! Defendem seus líderes-ídolos (alguns quase deuses) de forma cega, não importando as atitudes esdrúxulas que eles tomem. Alguns querem novamente junta o estado da religião, algo que lutamos para separar. Querem impor a sua vontade aos outros e fazê-los marionetes de leis e doutrinas que não passam de construções humanas. Mas como são "voz de Deus", e "homens ungidos", devem ser seguidos cegamente!
O remanescente
Julgamentos não ficaram para mim. Nem para vocês, nem para qualquer outro ser humano! Mas constatações baseadas em experiências e fatos são bem-vindas. Com todas estas constatações que fiz juntando meus 16 anos de sistema, posso dizer que a maioria segue todo este modelo citado, mas existe sim, um remanescente! Existem aqueles que não se encaixam no sistema e tentam criar alternativas que englobem a convivência interpessoal e a prática dos princípios genuinamente cristãos no seu dia-a-dia. É por isso que ainda tenho esperança de haver pontos de luz em meio a essa moderna "idade das trevas".
É por isso que minha fé em Deus nunca foi abalada. Repito: em Deus, pois fé na instituição... não há mais. Nenhuma. Sei que existem aqueles que irão concordar, aqueles que irão discordar... existem os "cegos do sistema" que irão me acusar de herege, de desviado. Para esses deixo a minha pena por sua cegueira, pois a minha verdadeira aprovação deve vir daquele que me criou. Deve vir daquele que se relaciona comigo sem necessidade de protocolos, sistemas e costumes a serem seguidos. É nele que eu espero... é nele que eu me movo... é nele que eu vivo.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Deus tem raiva de quem gosta de saber?
Hoje escrevi que as Religiões de Deuses pessoais tendem a se tornar
fundamentalistas e anti-cientificas; e que, além disso, a visão em um Deus
pessoal e Redentorista, tornava a pregação de Salvação por Dogma, um poder
inevitavelmente obscurantista e anti-cientifico em tudo; tanto mais quanto "santificado
do mundo" seja o grupo em tudo; inclusive na indisposição de aprender
qualquer coisa fora da "Escola Bíblica Dominical". Rsrsrs.
O fenômeno entre os Islâmicos é diferente na viagem que os levou até onde estão em termos de luta contra o saber cientifico, em face do fundamentalismo, mas o resultado é muito semelhante ao que acontece à "igreja" e aos "cristãos" de hoje em relação ao mesmo tema. Por outro lado disse que desde o início do Século XX, tanto os Budistas, quanto os Taoistas e os Hindus em geral, do ponto de vista religioso, têm feito grandes avanços no dialogo tranquilo com o mundo cientifico, em razão de muitas coisas, porém, também muito em razão da Impessoalidade da Idéia de Deus que possuem.
Ora, isto dá a eles sistemas de crenças sem Dogmas de fé anti-cientificos, e, assim, por conseqüência, abertos ao saber sem culpa e sem medo de qualquer que seja ou fosse o ciúme de Deus; posto que Deus, para eles, por definição, não seja ciumento, visto que muitas vezes nem mesmo Pessoal seja.
Alguém pergunta:
Então, o fato de Deus dizer "Eu Sou" é incompatível com uma mente aberta?
Creio que você saiba que direi que é Óbvio Que Não. Na realidade a questão nada tem a ver com o Deus Pessoal; ou seja: com o Deus que diz "Eu Sou"; mas sim com a "idéia acerca do Deus pessoal"; e, além disso, depende também da idéia que se tenha de "pessoalidade em Deus".
Ora, de fato, "o Deus Pessoal" dos cristãos, não passa de um "Deus Passional", não Pessoal.
Ele não é amor, Ele é ciúme!
Além disso, "o Deus Pessoal" dos cristãos é feito à "imagem e semelhança" dos "cristãos" ou da "igreja".
O "Deus Pessoal" dos cristãos é passional, ciumento, mesquinho, invejoso, preconceituoso, inimigo de toda inteligência, de toda alegria de descobrir, de toda vontade de entender, de todo milagre passível de explicação, de todo saber que cure hoje aquilo que um dia se dizia que "somente Deus" curava.
O "Deus Pessoal" dos cristãos é como um grileiro de terras ou é como um Latifundiário que não usa a terra e tem raiva de quem deseje conhece-la ou tratar bem dela.
Assim, "o Deus Pessoal" dos cristãos não é uma Pessoa, é um Espasmo Passional e Todo Caprichosamente Poderoso.
De modo que "o Deus Pessoal" dos cristãos não está aberto a mais nada além do que os Teólogos de algum tempo Constantiniano tenham dito sobre "Deus", sobre a "Natureza" e sobre o "Universo".
Portanto, "o Deus Pessoal" dos cristãos teria fechado não apenas o "Cânon Sagrado", mas também o "Cânon Cientifico"; ou seja: o Cânon Natural.
Entretanto, isto nada tem a ver com a Pessoa de Deus, que, vai muito bem, obrigado. Graças a Jesus!
A Pessoalidade em Deus é como a pessoalidade em Jesus; ou seja: sempre dizendo até do desejo de executá-Lo: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!"
Assim, o Deus Pessoa, que é amor, sendo Ele como Jesus disse que Ele era; ou seja: a cara de Jesus — quando vê disparates na Ciência dos Homens, diz: "Eu perdôo a todos vocês, porque vocês ainda não sabem o que dizem saber".
O que diria Deus?...
Muitas vezes, ao ver um Centurião Cientista [um "Cienturiontista"] descobrir, pela perseverança, e, muitas vezes, pela experiência da intuição projetada [como Einstein chamava ao que a ele acontecia, mas que, em termos bíblicos, chamaríamos de revelação, conforme a medida da hora do saber] — algo lindo de Sua criação, creio que Deus em Cristo diga: "Nunca vi entre os que dizem que 'Eu Sou'..., uma disposição de buscar a verdade como esta".
Se não fossemos apenas gente programada pelo pânico instaurado pela religião dos Deuses passionais, o que teríamos era que os seres com maior motivação para amar a Deus também com a mente, seriam os que dizem que "os céus proclamam a glória de Deus"; e mais: que dizem que "o que de Deus se pode conhecer, está por Ele mesmo manifestado por meio das coisas criadas".
Do mesmo modo, ninguém defenderia mais a criação do que os que dizem que o Criador é Amor; e que hoje também dizem que, pela miséria humana, a Criação geme a uma, esperando chegar o Dia da nossa e da redenção também dela.
Mas... é o Dalai Lama, que disse que o Budismo está aberto para aprender com toda ciência que se comprove verdadeira, o líder religioso que hoje mais trabalha junto aos neurocientistas, em profundas pesquisas entre os conceitos budistas de expansão da mente e as novas descobertas acerca da maleabilidade do cérebro, sendo alterável pela disciplina dos estímulos de bons pensamentos.
Os cristãos achariam que estariam pecando contra Deus por tão somente estarem desejosos de trocar experiências e considerar observações que podem ser úteis a muitas percepções da própria interpretação bíblica e na compreensão desta existência.
Este tempo é, por exemplo, fascinante para um cristão que, estudando Física Quântica, saiba ver o quão quase dentro do ambiente da dimensão espiritual ela projeta a mente em sua melhor chance de discernir o fenômeno das coisas invisíveis do ponto de vista de uma observação de natureza experimental e impírica.
Mais que isto:
As descobertas da Física Quântica mostram como se tornaram tolas as questões sobre Predestinação ou Onisciência de Deus.
A própria noção de tempo/espaço e Singularidade com sendo o Indiscernível — não estão disponíveis como verificação observável fora do ambiente da Ciência Física.
E mais: tais conceitos são tão mais compreensíveis nas suas explicações, bem mais próximas do real sentido bíblico de eternidade [ou: do que “é”], do que a teologia jamais conseguiu propor.
Digo isto por as pessoas ainda pensam em tempo e espaço e eternidade com as categorias do velho mundo grego e linear.
Portanto, melhor do que uma tola aula sobre Predestinação Linear de Deus no Tempo/Espaço, ou em uma Eternidade também Linear, é uma boa aula sobre Tempo, Não-Tempo e sobre a possibilidade da existência de múltiplas camadas dimensionais na existência, com a chance de que o que chamamos de mundo invisível seja apenas o que os Físicos começam a chamar de Universos Paralelos.
E, assim, em uma quantidade absurda de campos de saber e de entendimento, abrem-se avenidas devocionais para quem pode descobrir sem arrogância, mas apenas com adoração; o que pode ser o caminho de todo aquele que ao descobrir não pense que suscitou raiva em Deus.
Afinal, a denuncia bíblica não é contra o saber, mas sim acerca do saber sem amor, sem adoração e sem alegria grata na descoberta.
Mas que homem de ciência descobrirá com amor, adoração e alegria na descoberta se, para ele, o Criador está com raiva, inveja e ciúme?
Por hoje eu fico por aqui.
Nele,
Caio Fábio.
O fenômeno entre os Islâmicos é diferente na viagem que os levou até onde estão em termos de luta contra o saber cientifico, em face do fundamentalismo, mas o resultado é muito semelhante ao que acontece à "igreja" e aos "cristãos" de hoje em relação ao mesmo tema. Por outro lado disse que desde o início do Século XX, tanto os Budistas, quanto os Taoistas e os Hindus em geral, do ponto de vista religioso, têm feito grandes avanços no dialogo tranquilo com o mundo cientifico, em razão de muitas coisas, porém, também muito em razão da Impessoalidade da Idéia de Deus que possuem.
Ora, isto dá a eles sistemas de crenças sem Dogmas de fé anti-cientificos, e, assim, por conseqüência, abertos ao saber sem culpa e sem medo de qualquer que seja ou fosse o ciúme de Deus; posto que Deus, para eles, por definição, não seja ciumento, visto que muitas vezes nem mesmo Pessoal seja.
Alguém pergunta:
Então, o fato de Deus dizer "Eu Sou" é incompatível com uma mente aberta?
Creio que você saiba que direi que é Óbvio Que Não. Na realidade a questão nada tem a ver com o Deus Pessoal; ou seja: com o Deus que diz "Eu Sou"; mas sim com a "idéia acerca do Deus pessoal"; e, além disso, depende também da idéia que se tenha de "pessoalidade em Deus".
Ora, de fato, "o Deus Pessoal" dos cristãos, não passa de um "Deus Passional", não Pessoal.
Ele não é amor, Ele é ciúme!
Além disso, "o Deus Pessoal" dos cristãos é feito à "imagem e semelhança" dos "cristãos" ou da "igreja".
O "Deus Pessoal" dos cristãos é passional, ciumento, mesquinho, invejoso, preconceituoso, inimigo de toda inteligência, de toda alegria de descobrir, de toda vontade de entender, de todo milagre passível de explicação, de todo saber que cure hoje aquilo que um dia se dizia que "somente Deus" curava.
O "Deus Pessoal" dos cristãos é como um grileiro de terras ou é como um Latifundiário que não usa a terra e tem raiva de quem deseje conhece-la ou tratar bem dela.
Assim, "o Deus Pessoal" dos cristãos não é uma Pessoa, é um Espasmo Passional e Todo Caprichosamente Poderoso.
De modo que "o Deus Pessoal" dos cristãos não está aberto a mais nada além do que os Teólogos de algum tempo Constantiniano tenham dito sobre "Deus", sobre a "Natureza" e sobre o "Universo".
Portanto, "o Deus Pessoal" dos cristãos teria fechado não apenas o "Cânon Sagrado", mas também o "Cânon Cientifico"; ou seja: o Cânon Natural.
Entretanto, isto nada tem a ver com a Pessoa de Deus, que, vai muito bem, obrigado. Graças a Jesus!
A Pessoalidade em Deus é como a pessoalidade em Jesus; ou seja: sempre dizendo até do desejo de executá-Lo: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!"
Assim, o Deus Pessoa, que é amor, sendo Ele como Jesus disse que Ele era; ou seja: a cara de Jesus — quando vê disparates na Ciência dos Homens, diz: "Eu perdôo a todos vocês, porque vocês ainda não sabem o que dizem saber".
O que diria Deus?...
Muitas vezes, ao ver um Centurião Cientista [um "Cienturiontista"] descobrir, pela perseverança, e, muitas vezes, pela experiência da intuição projetada [como Einstein chamava ao que a ele acontecia, mas que, em termos bíblicos, chamaríamos de revelação, conforme a medida da hora do saber] — algo lindo de Sua criação, creio que Deus em Cristo diga: "Nunca vi entre os que dizem que 'Eu Sou'..., uma disposição de buscar a verdade como esta".
Se não fossemos apenas gente programada pelo pânico instaurado pela religião dos Deuses passionais, o que teríamos era que os seres com maior motivação para amar a Deus também com a mente, seriam os que dizem que "os céus proclamam a glória de Deus"; e mais: que dizem que "o que de Deus se pode conhecer, está por Ele mesmo manifestado por meio das coisas criadas".
Do mesmo modo, ninguém defenderia mais a criação do que os que dizem que o Criador é Amor; e que hoje também dizem que, pela miséria humana, a Criação geme a uma, esperando chegar o Dia da nossa e da redenção também dela.
Mas... é o Dalai Lama, que disse que o Budismo está aberto para aprender com toda ciência que se comprove verdadeira, o líder religioso que hoje mais trabalha junto aos neurocientistas, em profundas pesquisas entre os conceitos budistas de expansão da mente e as novas descobertas acerca da maleabilidade do cérebro, sendo alterável pela disciplina dos estímulos de bons pensamentos.
Os cristãos achariam que estariam pecando contra Deus por tão somente estarem desejosos de trocar experiências e considerar observações que podem ser úteis a muitas percepções da própria interpretação bíblica e na compreensão desta existência.
Este tempo é, por exemplo, fascinante para um cristão que, estudando Física Quântica, saiba ver o quão quase dentro do ambiente da dimensão espiritual ela projeta a mente em sua melhor chance de discernir o fenômeno das coisas invisíveis do ponto de vista de uma observação de natureza experimental e impírica.
Mais que isto:
As descobertas da Física Quântica mostram como se tornaram tolas as questões sobre Predestinação ou Onisciência de Deus.
A própria noção de tempo/espaço e Singularidade com sendo o Indiscernível — não estão disponíveis como verificação observável fora do ambiente da Ciência Física.
E mais: tais conceitos são tão mais compreensíveis nas suas explicações, bem mais próximas do real sentido bíblico de eternidade [ou: do que “é”], do que a teologia jamais conseguiu propor.
Digo isto por as pessoas ainda pensam em tempo e espaço e eternidade com as categorias do velho mundo grego e linear.
Portanto, melhor do que uma tola aula sobre Predestinação Linear de Deus no Tempo/Espaço, ou em uma Eternidade também Linear, é uma boa aula sobre Tempo, Não-Tempo e sobre a possibilidade da existência de múltiplas camadas dimensionais na existência, com a chance de que o que chamamos de mundo invisível seja apenas o que os Físicos começam a chamar de Universos Paralelos.
E, assim, em uma quantidade absurda de campos de saber e de entendimento, abrem-se avenidas devocionais para quem pode descobrir sem arrogância, mas apenas com adoração; o que pode ser o caminho de todo aquele que ao descobrir não pense que suscitou raiva em Deus.
Afinal, a denuncia bíblica não é contra o saber, mas sim acerca do saber sem amor, sem adoração e sem alegria grata na descoberta.
Mas que homem de ciência descobrirá com amor, adoração e alegria na descoberta se, para ele, o Criador está com raiva, inveja e ciúme?
Por hoje eu fico por aqui.
Nele,
Caio Fábio.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Mais cristãos ou fariseus?
Uma das críticas mais comuns feitas ao cristianismo de hoje é que é uma
religião cheia de pessoas hipócritas. Um novo estudo publicado pelo Grupo
Barna, especialista em religião, mostra como os cristãos parecem ter perdido
sua preocupação com as atitudes de Jesus em relação aos outros.
O projeto foi coordenado por David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, em conjunto com John Burke, autor de livros sobre Jesus. Conduzido entre pessoas que se identificam como cristãos, seu objetivo era determinar como as atitudes dos cristãos são mais parecidas com Jesus ou com os fariseus, um grupo judeu mencionado no Novo Testamento liderado por líderes hipócritas.
A metodologia usada foi apresentar 20 afirmações relativas a Jesus e perguntar se as pessoas concordam ou discordam delas. Em seguida, foram apresentadas 10 ideias típicas dos fariseus, e eles também deveriam responder se concordam ou não.
Kinnaman explica que a intenção é gerar uma nova discussão sobre os aspectos intangíveis sobre como alguém pode de fato mostrar o que significa ser um seguidor de Jesus. Obviamente, a pesquisa de opinião não é definitiva para medir a totalidade da igreja cristã, mas os resultados obtidos podem incentivar a reflexão por parte dos cristãos.
Estas foram as declarações de pesquisa que visavam examinar qual a semelhança com Cristo:
Ações de Jesus:
O projeto foi coordenado por David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, em conjunto com John Burke, autor de livros sobre Jesus. Conduzido entre pessoas que se identificam como cristãos, seu objetivo era determinar como as atitudes dos cristãos são mais parecidas com Jesus ou com os fariseus, um grupo judeu mencionado no Novo Testamento liderado por líderes hipócritas.
A metodologia usada foi apresentar 20 afirmações relativas a Jesus e perguntar se as pessoas concordam ou discordam delas. Em seguida, foram apresentadas 10 ideias típicas dos fariseus, e eles também deveriam responder se concordam ou não.
Kinnaman explica que a intenção é gerar uma nova discussão sobre os aspectos intangíveis sobre como alguém pode de fato mostrar o que significa ser um seguidor de Jesus. Obviamente, a pesquisa de opinião não é definitiva para medir a totalidade da igreja cristã, mas os resultados obtidos podem incentivar a reflexão por parte dos cristãos.
Estas foram as declarações de pesquisa que visavam examinar qual a semelhança com Cristo:
Ações de Jesus:
- Escuto os outros e busco conhecer a sua história antes de falar-lhes sobre a minha fé.
- Nos últimos anos, tenho influenciado várias pessoas a desejarem seguir a Cristo.
- Costumo optar por fazer minhas refeições com pessoas muito diferentes de mim em questões de fé e moral.
- Tento descobrir as necessidades dos não-cristãos, ao invés de esperar que eles simplesmente venham até mim.
- Dedico parte do meu tempo com os não-cristãos para ajudá-los a seguir a Jesus.
- Eu creio que Deus valoriza todas as pessoas, independentemente de como vivem ou viveram até o presente.
- Eu creio que Deus pode ser conhecido por todos.
- Eu vejo Deus trabalhando na vida das pessoas, mesmo quando elas não o seguem.
- É mais importante ajudar as pessoas a conhecer quem Deus é do que acusá-las de serem pecadores.
- Sinto compaixão por pessoas que não estão seguindo a Deus e fazem coisas que considero imorais.
As declarações utilizadas para avaliar o sentimento de justiça própria,
como fariam os fariseus:
- Sempre conto aos outros que a coisa mais importante na minha vida é seguir as regras de Deus.
- Eu não falo sobre meus pecados ou lutas. Isso diz respeito apenas a mim e a Deus.
- Procuro evitar de passar tempo com as pessoas que são imorais (como gays, lésbicas ou usuários de drogas).
- Gosto de corrigir aqueles que não têm a teologia ou a doutrina certa.
- Eu prefiro servir as pessoas que são da minha igreja ou denominação, e não os sem igreja.
- Acho difícil fazer amizade com pessoas que parecem sempre fazer as coisas erradas.
- Não é minha responsabilidade ajudar as pessoas que não ajudam a si mesmas.
- Sou grato a Deus por ser um cristão especialmente quando vejo as falhas e os defeitos de outras pessoas.
- Acredito que devemos ficar contra aqueles que se opõem aos valores cristãos.
- Pessoas que seguem as regras de Deus são melhores do que aqueles que não seguem.
Foram entrevistadas 1.008 pessoas maiores de 18 anos. Para esclarecimentos, a primeira pergunta era a afiliação religiosa da pessoa. Caso se identificasse como cristã, a segunda era como ela se definia.
Evangelicais são as pessoas que participam de uma igreja não denominacional e que tem dificuldade em se identificar com o título de “evangélicos”. “Nascidos de novo” são pessoas que dizem ter passado por uma experiência com Deus e são batizados.
Nominais são os cristãos “não praticantes”, que apenas seguem a tradição da família. Católico e evangélico praticante são aqueles que frequentam a igreja pelo menos uma vez por mês e dizem cultivar o hábito da oração.
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